André Ventura agitou Mirandela com uma arruada vibrante, prometendo romper de vez com a corrupção sistémica e resgatar Portugal do abandono crónico. A poucos dias da eleição presidencial, o candidato do Chega intensifica sua campanha, clamando por urgência e mudança radical para um país mais justo e descentralizado.

Num discurso carregado de emoção, Ventura ressaltou a profunda necessidade de transformar Portugal. Disse que o país está exausto de décadas de vícios políticos que marginalizam regiões como Trás-os-Montes, onde afirmou que os habitantes foram esquecidos e negligenciados pelo atual governo.
O candidato denunciou a corrupção entranhada nas instituições, colocando-se como o “mecânico” necessário para consertar um país “completamente destruído”. Ele prometeu uma luta sem tréguas contra os interesses instalados que, segundo ele, sufocam o desenvolvimento e perpetuam a desigualdade regional.
Ventura dirigiu palavras diretas aos moradores locais, destacando que a descentralização não pode servir apenas para distribuir lugares políticos entre os grandes partidos, mas precisa significar poder real para todas as regiões de Portugal.

A participação popular impulsionou a campanha, com a presença vibrante de jovens e cidadãos afetados pela atual situação, como a senhora Lúcia, que relatou falta de apoio médico mesmo enfrentando graves problemas de saúde. O candidato retratou essa realidade como um escândalo nacional.
O tema dos jovens emigrantes foi fortemente abordado. Ventura apelou para que as novas gerações possam construir suas vidas em Portugal, sem a necessidade de emigrar para países estrangeiros em busca de oportunidades, reafirmando um compromisso patriótico intenso.
Destacou que a luta não é apenas contra inimigos externos, mas contra um sistema que, segundo ele, roubou o povo português durante meio século. Sua proposta central é devolver o dinheiro público desviado e punir severamente os corruptos.

Em meio a fortes aplausos, Ventura exortou a população a não aceitar mais desigualdades, especialmente em saúde e bem-estar, denunciando que emigrantes recebem benefícios que muitos portugueses não têm acesso, afirmando que “os portugueses primeiro”.
O candidato repetiu o slogan que marca sua campanha: “No 18 de janeiro, Ventura é primeiro”, convocando uma mobilização decisiva para garantir a vitória já no primeiro turno, prometendo implementar um corte histórico na corrupção.

Com uma retórica patriótica inflamante, ele promete liderar um Portugal renovado, justo, com oportunidades e dignidade para todos, resistindo a um sistema político obsoleto e reclamando uma nova era para o país.
O evento em Mirandela evidenciou a escalada das tensões políticas nas eleições presidenciais, onde Ventura se posiciona como uma opção radical e disruptiva, alimentando esperanças e, ao mesmo tempo, acirrando o clima político em Portugal.
Esta movimentação nas semanas finais da campanha deixa o país em suspense, com a candidatura de Ventura cada vez mais integrada no debate público, enquanto cresce o apelo por mudanças estruturais e o fim das práticas políticas tradicionais.