José Raposo lamenta morte de Manuela Fonseca: “Um dos primeiros rostos da televisão portuguesa…”
José Raposo recorreu às redes sociais este sábado, dia 3 de janeiro, para prestar uma sentida homenagem a Manuela Fonseca, que faleceu no dia anterior. Através da sua conta de Instagram, o ator recordou a importância histórica da antiga locutora de continuidade da RTP, sublinhando o papel pioneiro que teve na televisão portuguesa.
“Deixou-nos Manuela Fonseca, um dos primeiros rostos da televisão portuguesa como locutora de continuidade. Residia na Casa do Artista desde 2015”, escreveu José Raposo. Na mesma publicação, o ator partilhou ainda uma fotografia de arquivo que reúne algumas das figuras mais marcantes dessa geração: “Na terceira foto está entre as locutoras de continuidade da época, presenças muito próximas e queridas dos telespectadores: Manuela Paulino, Isabel Wolmar, Manuela Fonseca e Maria João (1962)”.
Também a Casa do Artista, onde Manuela Fonseca vivia desde 2015, manifestou publicamente o seu pesar através de um comunicado emotivo. “Partiu a residente Manuela Fonseca. Foi um dos primeiros rostos e vozes da nossa televisão, tendo sido uma das primeiras locutoras de continuidade da RTP”, pode ler-se na nota partilhada nas redes sociais.
No comunicado, é recordado o início da sua carreira, em 1960, ao lado de outras figuras incontornáveis como Isabel Wolmar, Maria Fernanda e Manuela Paulino. “Ao longo de vários anos foi presença assídua nas casas dos portugueses, integrando o grupo de locutoras que começaram por saudar os espectadores com boa tarde e se despediam com boa noite e bons sonhos”, destaca o texto, sublinhando a relação de proximidade que estas profissionais criaram com o público.

A Casa do Artista recuperou ainda uma declaração de Manuela Fonseca à revista Nova Antena, em 1968, onde a própria refletia sobre essa ligação especial com os telespectadores: “Não concordo que uma presença repetida na TV possa ‘cansar’ o público. A maioria dos espectadores já são nossos amigos. E não cansa ver um amigo repetidas vezes”. Uma frase que hoje ganha um significado ainda mais profundo.
O comunicado termina com uma nota de gratidão e carinho: “Despedimo-nos agora de um desses rostos amigos, que marca indelevelmente um período histórico da comunicação em Portugal. Manuela Fonseca vivia na Casa do Artista desde 2015, onde sempre participou com entusiasmo nas atividades desenvolvidas dentro e fora da Residência Sénior. A música era uma das suas grandes paixões. Obrigada pelo legado que nos deixa. Até sempre”.