André Ventura, líder do partido Chega, fez um apelo fervoroso a todos os portugueses e imigrantes, convocando-os para as eleições de 18 de janeiro. Em um discurso carregado de emoção, ele enfatizou a necessidade de mobilização para uma vitória que promete “abalar o sistema” e enfrentar questões como imigração ilegal e corrupção.
Durante seu discurso, Ventura expressou um clima de vitória, destacando que a campanha do Chega está ressoando em todo o país. Ele instou os eleitores a não se acomodarem no sofá, mas a saírem de casa para votar. “Não se ganha em casa no sofá, temos que ganhar no voto”, afirmou.
O candidato não hesitou em criticar o estado atual do país, mencionando a frustração das pessoas comuns que se sentem desamparadas. Ventura prometeu que, se eleito, priorizaria a segurança e os valores nacionais, deixando claro que aqueles que não respeitam as regras devem retornar aos seus países de origem.

Em uma parte mais polêmica de seu discurso, ele abordou a questão da imigração, afirmando que Portugal é acolhedor, mas que deve ser firme com quem não cumpre as normas. “Nós somos sim à segurança contra a bandalheira da imigração descontrolada”, declarou, gerando aplausos entre os apoiadores presentes.
Ventura também criticou a ineficiência dos serviços públicos, especialmente na saúde, questionando onde estão sendo gastos os impostos dos cidadãos. Ele enfatizou que não é aceitável que as pessoas esperem horas por atendimento médico em um país que paga altos impostos.

O líder do Chega fez um apelo emocional aos veteranos de guerra e aos trabalhadores comuns, prometendo que seu governo priorizaria aqueles que realmente construíram o país. “Há muito tempo que o país tem que mudar”, afirmou, chamando a atenção para as dificuldades enfrentadas por aqueles que deram suas vidas pelo país.

Ao final, Ventura deixou claro que a luta não termina no dia 18, mas continua até a segunda volta das eleições. Ele concluiu seu discurso com um chamado à unidade e à força, afirmando que o Chega é o movimento do “sim” aos valores e à luta contra a corrupção.
Com um tom combativo e determinado, Ventura está mobilizando seus apoiadores para o que promete ser uma eleição decisiva, onde ele acredita que pode fazer a diferença para o futuro de Portugal.